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Creatina: Benefícios, Malefícios e Efeitos Colaterais.

1. Introdução A creatina é um composto orgânico produzido pelo próprio corpo a partir de aminoácidos (arginina, glicina e metionina). Aproximadamente 95% da creatina corporal está nos músculos esqueléticos , onde atua principalmente como reserva energética para a rápida regeneração de ATP (adenosina trifosfato) durante esforços de alta intensidade e curta duração — como sprints e séries de musculação intensas. Revistas Ponteditora Além da produção endógena, a creatina pode ser consumida pela alimentação (carnes vermelhas, peixes) ou por suplementação nutricional , sendo uma das substâncias mais estudadas na literatura científica. Creatina 2. Mecanismo de ação A creatina é fosforilada dentro das células musculares para formar fosfocreatina (PCr) , que funciona como um “reservatório” de fosfatos de alta energia para regenerar ATP. Isso ajuda a manter a energia durante atividades intensas e melhora a capacidade de trabalho muscular. Revistas Ponteditora 3. Benefíci...

A Síndrome de Stendhal: Quando a Arte Avassala os Sentidos

A Síndrome de Stendhal: Quando a Arte Avassala os Sentidos
Introdução
A Síndrome de Stendhal, também conhecida como Síndrome de Florença, é um fenômeno psicossomático raro e intrigante que ocorre quando um indivíduo é sobrecarregado emocionalmente pela beleza e grandeza das obras de arte, a ponto de experimentar sintomas físicos e psicológicos intensos. Nomeada em homenagem ao famoso escritor francês Henri-Marie Beyle, mais conhecido pelo pseudônimo Stendhal, que descreveu sua própria experiência ao visitar a Basílica de Santa Cruz, em Florença, essa síndrome levanta questões interessantes sobre a interseção entre arte, emoções e saúde mental. Neste artigo, exploraremos as características, causas e implicações da Síndrome de Stendhal.
Síndrome de Stendhal


As Origens da Síndrome
A primeira descrição da Síndrome de Stendhal foi feita pelo próprio Stendhal em seu livro "Nápoles e Florença: Uma Viagem de Milão a Reggio". Ele relatou uma experiência intensa e avassaladora que teve enquanto visitava a Basílica de Santa Cruz, em Florença. Ao contemplar as obras de arte ali presentes, Stendhal descreveu uma sensação de vertigem, taquicardia e uma emoção avassaladora que o deixou momentaneamente incapacitado.

Sintomas e Características
A Síndrome de Stendhal é caracterizada por uma variedade de sintomas físicos e psicológicos, que podem incluir:
Taquicardia e palpitações: O coração acelera e os batimentos cardíacos podem ficar irregulares, refletindo a intensidade das emoções experimentadas.
Vertigem e tontura: A sobrecarga emocional pode levar a uma sensação de desequilíbrio e vertigem, semelhante à que Stendhal descreveu.
Despersonalização: Algumas pessoas podem sentir que estão desconectadas de si mesmas ou que estão experimentando a cena como um observador externo.
Choro incontrolável: A emoção profunda pode levar a um choro incontrolável, muitas vezes acompanhado de uma sensação de euforia.
Ansiedade e confusão: A intensidade das emoções pode causar ansiedade e confusão temporárias.

Causas e Mecanismos
A Síndrome de Stendhal é frequentemente associada à imersão intensa em obras de arte de grande significado histórico e cultural. Embora seja um fenômeno raro, estudos sugerem que pessoas sensíveis, empáticas e altamente suscetíveis a estímulos artísticos são mais propensas a experimentá-la. Acredita-se que a sobrecarga emocional desencadeie uma reação de "luta ou fuga" no sistema nervoso, levando aos sintomas físicos e psicológicos.

Implicações e Tratamento
A Síndrome de Stendhal é geralmente uma reação transitória e não representa um risco significativo à saúde. A maioria das pessoas que a experimenta se recupera completamente após um curto período de tempo, à medida que as emoções se estabilizam. No entanto, em casos mais graves, quando os sintomas persistem ou causam grande desconforto, é aconselhável procurar orientação médica.

O Paradoxo da Arte e das Emoções
A Síndrome de Stendhal ressalta o poder impressionante da arte de evocar emoções profundas e visceralmente intensas. Ao mesmo tempo em que enaltece a capacidade da arte de nos transportar para estados emocionais elevados, a síndrome também nos lembra da complexidade da experiência humana e da maneira como nossos sentidos e emoções estão entrelaçados.

Conclusão
A Síndrome de Stendhal é uma manifestação intrigante da profunda relação entre arte, emoções e saúde mental. Ela nos desafia a considerar como a experiência estética pode afetar nosso corpo e mente de maneiras tão poderosas. Embora rara, essa síndrome nos convida a explorar os limites e as interações complexas entre o mundo interior e o exterior, proporcionando uma visão fascinante sobre como a arte pode transcender a mera observação e se tornar uma jornada emocional intensa.

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Márcio A. Souza
Graduado em Psicologia Clinica pela UNIVERSO-GO
Trabalha na Prefeitura de Goiânia
@marcioa._souza

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