1. Introdução A creatina é um composto orgânico produzido pelo próprio corpo a partir de aminoácidos (arginina, glicina e metionina). Aproximadamente 95% da creatina corporal está nos músculos esqueléticos , onde atua principalmente como reserva energética para a rápida regeneração de ATP (adenosina trifosfato) durante esforços de alta intensidade e curta duração — como sprints e séries de musculação intensas. Revistas Ponteditora Além da produção endógena, a creatina pode ser consumida pela alimentação (carnes vermelhas, peixes) ou por suplementação nutricional , sendo uma das substâncias mais estudadas na literatura científica. Creatina 2. Mecanismo de ação A creatina é fosforilada dentro das células musculares para formar fosfocreatina (PCr) , que funciona como um “reservatório” de fosfatos de alta energia para regenerar ATP. Isso ajuda a manter a energia durante atividades intensas e melhora a capacidade de trabalho muscular. Revistas Ponteditora 3. Benefíci...
Ansiedade, depressão, síndrome do pânico, autismo, transtorno bipolar, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Alzheimer e esquizofrenia.... Já falamos aqui de todos eles, mais comuns e recorrentes. Conhecemos as características, formas de prevenir ou aliviar sintomas, métodos tradicionais e descobertas científicas que contribuem para o diagnóstico e o tratamento. Mas isso não é tudo. Assim como nossa mente é capaz de realizar as mais diversas atividades, várias doenças, mesmo que bem raras, podem atingi-la.
Delírio de Capgras, Síndrome de Fregoli, Síndrome da Alice no País das Maravilhas, Síndrome de Stendhal e Síndrome de Estocolmo – provavelmente a mais “conhecida” entre as aqui listadas. A maioria das pessoas nunca ouviu falar nessas doenças mentais, cujos nomes são tão diferentes, visto que elas são muito mais raras e bem menos recorrentes. Trago aqui algumas informações sobre elas, mas não com o objetivo de promover o autodiagnóstico. Se você identificar algum sinal em si próprio, ou em alguém conhecido, não se desespere, nem trace um diagnóstico equivocado. Como sempre lembro aqui, buscar opinião médica é fundamental para se chegar a qualquer conclusão.
Ao ver a feição de alguém conhecido, logo sabemos de quem se trata. Para quem tem o delírio (ou síndrome) de Capgras, não é bem assim. Quem sofre com os episódios desta doença sabe que conhece determinada expressão, mas não acredita nela. É como se a pessoa, o objeto, ou até mesmo o animal “original” tivesse sido substituído por uma "cópia impostora".
O transtorno tem este nome devido ao psiquiatra francês Joseph Capgras, que relatou o primeiro caso em 1923. O mal, apesar de não ter causa conhecida, é mais identificado nas pessoas que sofreram traumatismos cranianos ou que têm Alzheimer e esquizofrenia, por exemplo. Não há tratamento específico para o delírio de Capgras, mas seus sintomas normalmente são atenuados com antipsicóticos e psicoterapia, além do acolhimento e apoio da família.
Leopoldo Fregoli, ator italiano, tinha o costume de representar diversos personagens na mesma peça teatral. Este hábito fez com que ele desse nome a esta síndrome, porque é exatamente dessa situação que ela trata. Quem sofre da síndrome de Fregoli, em uma sensação de perseguição, acha que pessoas diferentes – um carteiro, um padeiro, um médico e um motorista, por exemplo – são um único indivíduo, que se disfarça de diversas maneiras simplesmente para observar seu dia a dia. Os episódios são comuns nas pessoas esquizofrênicas, e são controlados com o tratamento da esquizofrenia.
O nome é, no mínimo, curioso. No enredo de Lewis Carroll, a personagem principal, Alice, dispõe de duas poções mágicas: uma que lhe deixa gigante, outra que lhe deixa pequenina, fazendo com que o ambiente ao seu redor seja visto ora bem menor (micropsia), ora ampliado (macropsia). Na mente de quem é portador deste transtorno, as barreiras ligadas ao tamanho real das coisas não existem .
Também chamada de Síndrome de Todd, a Síndrome da Alice no País das Maravilhas é um distúrbio da percepção e também pode estar associado a tumores neurológicos, enxaquecas intensas e medicamentos psicoativos. Os sentidos, principalmente a visão, funcionam bem, e nem sempre o problema tem origem em alguma desordem no sistema nervoso. É mais comum na infância, e tende a acabar na adolescência.
Apreciar obras de arte de perto é uma experiência enriquecedora e agradável, ainda mais quando falamos de telas como a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, certo? Não para todos. Há quem sinta tontura, enjoo, alucinações e até ataques de pânico ao presenciar clássicos, normalmente em grandes museus, que são locais fechados. A síndrome foi identificada por Henri-Marie Beyle, cujo pseudônimo era Stendhal. O nome foi dado por um psiquiatra italiano, que identificou cem casos em visitas a Florença. Geralmente, a síndrome não oferece riscos, ou tem gravidade. O indicado é que essas pessoas se afastem de locais que contenham obras de arte.
Em 1973, um assaltante e um presidiário invadiram um banco na capital sueca, Estocolmo, e fizeram quatro reféns por seis dias. O assaltante fez diversas exigências à polícia, que tentou de diversas formas para invadir o local até o fim do caso. Por fim, quando os criminosos se renderam, algo inusitado aconteceu. Os reféns estabeleceram uma relação de amizade com os sequestradores. A síndrome foi nomeada pelo criminologista Nils Berejot. Quem sofre deste transtorno, busca a gentileza ou identificação com o agressor, como uma forma de se defender.
Diretor na Clínica Médica Assis
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Márcio A. Souza
Graduado em Psicologia Clinica pela UNIVERSO-GO
Trabalha na Prefeitura de Goiânia
@marcioa._souza
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